Livre de estranhezas e assumindo a vida de frente
sou eu agora que comando o barco,
navego por estes mares que só eu conheço
e descubro que doi navegar sozinho.
A estranheza do horizonte tem os seus mistérios
e um bom navegador sabe para onde o vento sopra.
Tento estar atento a tudo, não deixo nada ao acaso.
Se cá ficar serei apenas um número...
Levo comigo meses inteiros de saudade
e a pressa de chegar é muita,
mas não posso voltar de mãos vazias
e a fome aperta a cada dia.
Se ao menos uma gota de esperança
viesse parar à rede, muito tinha para contar.
O livre destino é agora o meu vento,
em que direcção vai ele soprar?
Nestas linhas breves está a minha vida
e o meu regresso vai estar no meu olhar
quando puder cruzar o teu,
aí no cais, depois de atracar.
Seguiremos juntos longos meses
e aquilo que fizer hoje,
será o sustento desse tempo.
Que o meu regresso venha depressa...
31 de Janeiro de 20005
Poiso a mão vagarosa no capô dos carros como se afagasse a crina dum cavalo.
Vêm mortos de sede.
Julgo que se perderam no deserto e o seu destino é apenas terem pressa.
Neste emprego, ouço o ruído da engrenagem, o suave movimento do mundo a acelerar-se pouco a pouco.
Quem sou eu, no entanto, que balança tenho para pesar sem erro a minha vida e os sonhos de quem passa?
Vêm mortos de sede.
Julgo que se perderam no deserto e o seu destino é apenas terem pressa.
Neste emprego, ouço o ruído da engrenagem, o suave movimento do mundo a acelerar-se pouco a pouco.
Quem sou eu, no entanto, que balança tenho para pesar sem erro a minha vida e os sonhos de quem passa?
sábado, novembro 05, 2005
terça-feira, outubro 04, 2005
Ar Puro!
Respirar um pouco de ar puro quando a vida nos pode empurrar,
agarro-me com força porque o vento pode-me levar,
não quero que nada me escape desta vez.
É agora porque já não posso parar...
Então que se partam as amarras se assim tem que ser,
que se olhe em frente se o que ficou já não conta,
que se conte então uma estória daquilo que foi e já não será,
que se repare o errado para mais tarde não se parar,
que se dia diga bem alto que o dia nasceu para se renovar...
agarro-me com força porque o vento pode-me levar,
não quero que nada me escape desta vez.
É agora porque já não posso parar...
Então que se partam as amarras se assim tem que ser,
que se olhe em frente se o que ficou já não conta,
que se conte então uma estória daquilo que foi e já não será,
que se repare o errado para mais tarde não se parar,
que se dia diga bem alto que o dia nasceu para se renovar...
terça-feira, setembro 06, 2005
Aroma do Avante...
"E bate palmas, bate palmas!
Bate palmas sem parar!
(...)
E agora acabou e ninguém se enganou!..."
Grande Brigada!!!
Bate palmas sem parar!
(...)
E agora acabou e ninguém se enganou!..."
Grande Brigada!!!
quinta-feira, julho 07, 2005
Olá Querida
Existem dias em tudo se transforma e pensamos que será da nossa existência, sentimo-nos perdidos e cada olhar, para nós é importante.
Já me senti assim, já me senti a querer crescer, já me senti com vontade de me esconder , como em pequena, num esconderijo, que só eu sabia e os adultos até achavam graça...
Pois, hoje até tenho tamanho para me esconder mas não tenho a mesma imaginação e o medo de estar sozinha é maior, talvez por já não ser uma brincadeira e ser a realidade...
Penso em ti , avó, várias vezes e felizmente ainda me dizes "Olá querida" pelo menos é o que a minha mente ouve antes de adormecer...
Para a Clarisse...
terça-feira, junho 14, 2005
Ao que se foi
Até amanhã

Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.
É primeiro só um rumor de epunha
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, eijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.
É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.
Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias
Eugénio de Andrade
quarta-feira, junho 08, 2005
Na feira dos sonhos...
No passado mês de Maio tive o enorme prazer de participar na VI Feira de Artesanato - "Mãos que Criam" da Junta de Freguesia dos Prazeres. O local escolhido, semelhante a anos anteriores, foi a Praça da Armada e o ambiente foi incrível!
Foram cinco dias de partilha, de amizade, de diversão, de conforto, de poesia, de pintura, de bordados, de cerâmica, de madeira, de metais... Coisas raras de encontar no nosso quotidiano, infelizmente.
E isto tudo existiu porque todos os que participaram, todos os artesãos, trabalharam para o mesmo fim, empenharam-se mais um ano neste encontro, nesta comunhão de saberes e experiências.
Existem coisas na vida que nos fazem renascer, nesta feira aconteceu-me isso e fiquei muito feliz!
Partilhar
"Afortunada será sempre a existência que, atenta ao mundo tanto quanto lhe permitem as suas inúmeras ou escassas restrições, não desiste de partilhar com as existências vizinhas o horizonte de humanidade que o destino lhe proporcionou."
Mário Claúdio
Revista "Cais", (59) 2001
terça-feira, junho 07, 2005
Peças
quinta-feira, maio 05, 2005
Para Partilhar...
(...)
Desço
para o centro da terra,
atravessando o sono inicial
dos fetos líquidos dos lagos.
E passando, levemente acordo
os profundíssimos olhos verdes, vagos,
das águas esperando
o calor filial dos peixes.
No dorso deste espírito dolorido
que flutua pelas eternas penumbras,
cavalgo devassando as fostes da vida
donde goteja um leite amargo e turvo.
(E descendo
é como se descesse dentro de mim
nas cobardias-detritos das águas,
nos heroísmos-resíduos das fráguas.
E seja por que for
no suor anónimo das mágoas).
(...)
Carlos de Oliveira- Descida aos Infernos
Desço
para o centro da terra,
atravessando o sono inicial
dos fetos líquidos dos lagos.
E passando, levemente acordo
os profundíssimos olhos verdes, vagos,
das águas esperando
o calor filial dos peixes.
No dorso deste espírito dolorido
que flutua pelas eternas penumbras,
cavalgo devassando as fostes da vida
donde goteja um leite amargo e turvo.
(E descendo
é como se descesse dentro de mim
nas cobardias-detritos das águas,
nos heroísmos-resíduos das fráguas.
E seja por que for
no suor anónimo das mágoas).
(...)
Carlos de Oliveira- Descida aos Infernos
terça-feira, abril 26, 2005
sexta-feira, abril 22, 2005
Cravos, balões, alegria e esperança!
Hoje já senti o cheiro do 25 de Abril!

Estive presente numa iniciativa que a Junta dos Prazeres realizou na Praça da Armada.
É sempre bom lembrar, ensinar e aprender aquilo que nos deu o 25 de Abril.
E juntar crianças, jovens e adultos nesta iniciativa foi uma grande ideia e proporcionou a todos uma manhã maravilhosa!
Parabéns Prazeres!!!

Estive presente numa iniciativa que a Junta dos Prazeres realizou na Praça da Armada.
É sempre bom lembrar, ensinar e aprender aquilo que nos deu o 25 de Abril.
E juntar crianças, jovens e adultos nesta iniciativa foi uma grande ideia e proporcionou a todos uma manhã maravilhosa!
Parabéns Prazeres!!!
Subscrever:
Mensagens (Atom)












